Foto: Felipe Pontieri de Lima et al. / Oecologia Australis / UFRJ (Oecologia Australis — acesso aberto)
Tambatinga
Nome científico
Colossoma macropomum × Piaractus brachypomus
Também conhecido como híbrido de tambaqui com pirapitinga.
Família Serrasalmidae (híbrido).
- Híbrido de piscicultura
- até 90 cm em cativeiro
- Animal de cultivo — nunca deve ser solto em rios
Origem
A tambatinga não existe na natureza: ela nasce em piscicultura, do cruzamento de uma fêmea de tambaqui (bacia Amazônica) com um macho de pirapitinga (bacias Amazônica e do Orinoco).
É um dos peixes mais produzidos no Norte do país, porque cresce rápido e rende mais carne que os pais. Por não ter uma bacia de origem, ela aparece aqui como peixe de cultivo — e é um bom exemplo de como a criação de peixes chega à mesa das famílias.
Hábitos alimentares
Onívora, como os pais: nas fazendas come ração, e aproveita bem frutos, sementes e plâncton. Herdou do tambaqui a mandíbula forte, capaz de quebrar sementes.
Reprodução
Não se reproduz sozinha: cada geração precisa ser produzida por indução hormonal, cruzando de novo tambaqui e pirapitinga.
Por isso, peixes híbridos jamais devem ser soltos em rios: além de competirem com as espécies nativas, podem cruzar com elas e embaralhar o patrimônio genético construído em milhões de anos.
Onde vive
Viveiros e tanques-rede de piscicultura